Consigo Caldas Consegue
A sua discrição será inteiramente respeitada.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Port-au-Prince
acidente Vivaci
II encontro autárquico - Foz do Arelho (Sáb 30Jan 15h)
No próximo dia 30 de Janeiro, Sábado, pelas 15h00 irá decorrer o II Encontro Autárquico Concelhio que terá lugar na Foz do Arelho, nas instalações do Inatel.
A ordem de trabalhos será a seguinte:
- Abertura / boas vindas/ Apresentação das várias plataformas de diálogo;
- Ponto de situação da acção da vereação e da Assembleia Municipal;
- Foz do Arelho constrangimentos e oportunidades;
- Fórum 16 – restantes freguesias;
- Encerramento.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Permuta por cumprir

Os vereadores do Partido Socialista consideram haver indícios para cometer à autarquia responsabilidade pela insólita demora (indisponibilidade do lote) havida na concretização da permuta de terrenos entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a empresa Vimar, deliberada em reunião de 10 de Setembro de 2001.
Mais referiram que uma deliberação camarária como aquela que determinou a execução de uma permuta, mesmo na ausência de escritura, deve revestir-se de jurisdição executiva e um carácter juridicamente vinculativo. É, na verdade, imprescindível que qualquer cidadão confie no escrupuloso e diligente cumprimento processual das suas negociações com a autarquia.
A demorada decisão judicial sobre o pedido de reversão do lote referido para a posse da Câmara (lote 14-B-1 da zona industrial por terreno na Rua Padre António Emílio), por falta de cumprimento das condições de venda por parte de quem anteriormente o tinha comprado, não constitui um factor tão insuperável que não permitisse a resolução do litígio com outras soluções negociadas, especialmente quando uma das partes foi solícita em cumprir a sua parte do acordo. Consideram que houve disponíveis, ao longo dos anos, soluções alternativas que ambas as partes poderiam ter activado para dirimir o assunto.
Consideram, todavia, que não estão devidamente documentadas as alegações que justificam o pedido da avultada indemnização apresentado, tal como o sublinha o parecer da Dra. Luísa Pimenta & associados. Desta forma, até que sejam minuciosamente documentadas as alegações protestadas, consideram não poder, neste momento, subscrever o pagamento de uma indemnização que onere, sem ordem judicial, o orçamento público.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Piscina de Sta Catarina - tempo é dinheiro (dos contribuintes)
Custear com dinheiros públicos uma reavaliação orçamental que se deve a delongas provocadas por incumprimento da Câmara Municipal é algo que muito se deplora. Pelo interesse do município em ter a piscina de Santa Catarina concluída, não se percebe que se tenham consentido atrasos na apresentação do projecto (entre 2001 e 2003) e, depois, na execução da empreitada de arranjos exteriores. Por não terem sido feitos a tempo e horas estes arranjos, impediu-se objectivamente que o empreiteiro concluísse a obra e se possibilitasse o usufruto deste equipamento à população de Santa Catarina.
A hipótese desta pretensão poder vir a onerar o município por um incumprimento desta natureza é revelador de uma desatenção que consideramos indefensável.
O facto da inauguração deste equipamento ter ocorrido em momento eleitoralmente conveniente (2005) constitui, tanto quanto a qualidade da obra que hoje mete água por todos os lados, outra demonstração de que “aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.
Novamente se confirma que a dita sanidade financeira do município não passa de mera jactância eleitoral, como o provou a necessidade imperativa de contrair um empréstimo de 2,5 milhões de euros, um mês após as eleições - calendário que provoca dificuldades de tesouraria no pagamento atempado dos fornecedores da Câmara. Torna-se óbvio que, sendo indispensável, este empréstimo deveria ter sido efectuado pelo menos 4 meses antes das eleições, para ser eficaz no apoio à economia e empresas caldenses e não um mês depois.
É iniludível, neste como em outros casos, que a estrutura de decisão da câmara permite este tipo de desmazelos. Não é compreensível que em anos de crise económica, apregoando-se por tudo e por nada a necessidade de contenção financeira que possam ocorrer situações como estas.
Evidentemente, cumpre agora ao executivo camarário estimar com precisão todos os custos resultantes desta inadvertência do município e tentar confinar o importe que possa vir a ter no erário municipal.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
público ou privado?
Uma vez que a despesa deste almoço foi, como se confirmou, saldada pelo Sr. Presidente da Câmara, os vereadores do Partido Socialista apresentaram em conjunto com o Sr. Vereador do CDS/PP um pedido de esclarecimentos, que foi prontamente facultado, confirmando todo o lamentável episódio.
O Sr. Presidente da Câmara manifestou que é sua opinião que os organizadores do encontro “podiam e deviam ter convidado todos os vereadores em exercício”, referindo ainda que já em anos anteriores tal omissão ocorreu.
Não obstante estas considerações, os vereadores do Partido Socialista consideram que não são os senhores presidentes de Junta quem, nesta circunstância, agiu incorrectamente. Na verdade, os senhores presidentes de junta têm todo o direito de convidar para um almoço quem muito bem entenderem e não serão os vereadores da oposição a elucidar sobre a falta de cortesia que este episódio, em todo o caso, possa representar.
É o senhor presidente quem transforma este almoço numa situação anómala quando afirma que se tratou de um “encontro de trabalho e solidariedade pelo trabalho dos senhores presidentes de junta”. De facto, tendo esta reunião características executivas, de homenagem e solidariedade para com as Juntas, é inaceitável que se considere prescindível a presença dos vereadores dos partidos da oposição.
Além disso, no momento em que o Sr. Presidente da Câmara toma a decisão pessoal de saldar a despesa deste “encontro”, imediatamente converte aquilo que é uma iniciativa privada legítima num encontro oficial, e subscreve, num gesto de singular falta de solidariedade institucional, a decisão de desconsiderar os vereadores do executivo camarário, apenas porque pertencem aos partidos que não o seu.
Mas se acrescenta que, tendo este sido um encontro de trabalho, com numerosas posições e discursos políticos relevantes, como o afirma o Sr. Presidente para justificar o que ali se passou, cumpriria, ao menos, conhecer a agenda desse encontro e quais as conclusões que se tiraram.
encruzilhadas
Considera ainda que, ao invés de se discutirem localizações de equipamentos públicos que não parecem estar em vias de aprovação a breve prazo, cumpre proceder a um debate concretizador acerca da recuperação e revitalização da Lagoa de Óbidos, bem como do projecto termal das Caldas da Rainha, dossiês cruciais para o futuro do concelho.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
azeites
A verdade, como o azeite.
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5%
Albufeira, Alcoutim, Belmonte, Gavião, Lourinhã, Manteigas, Melgaço, Mirandela, Oleiros, Ponte de Lima e Vieira do Minho.
4%
Óbidos
3%
Almeida, Armamar, Figueira Castelo Rodrigo, Fundão, Nazaré, Penedono, Resende e Vila Flor.
2,5%
Fronteira, Góis, Miranda do Douro, Mortágua, Penacova, Penalva do Castelo, Trofa, Vila de Rei, Vila Nova de Cerveira e Vinhais.
2%
Arcos de Valdevez, Caldas da Rainha, Cinfães, Cuba, Elvas, Fafe, Lagos, Loulé, Mealhada, Nelas, Paredes de Coura e Ponte da Barca.
1,5%
Odemira.
1%
Alcácer do Sal, Alcanena, Almeirim, Campo Maior, Cartaxo, Constância, Grândola, Leiria, Mangualde, Marinha Grande, Peniche, Ponta Delgada, S. João da Pesqueira, Sintra, Torres Novas ou Torres Vedras.
0,5%
Abrantes, Aveiro, Caminha, Oeiras, Sines, Vila Nova da Barquinha e Vizela
Fonte: Direcção-Geral de Impostos
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um novo hospital para as Caldas
Para esta última localização, por diversas ocasiões referenciado como a predilecção da presidência da Câmara, concorrem numerosas e substantivas desvantagens. Se é verdade, logo à partida, que os mapas de ruído efectuados tornam inviável a inclusão de um heliporto naquela localização, é sobretudo fundamental que se reforce para aquela entrada da cidade uma identidade tipológica que começa a ser sublinhada pela presença de equipamentos ligados ao desporto, lazer, educação e formação.
Consideram os vereadores do PS que neste terreno não deve construir-se um hospital. Deve, antes, ser devotado à criação de um parque verde, urbano, onde as famílias possam, à semelhança de outras experiências de sucesso conseguidas um pouco por todo o país, encontrar neste local um referencial de lazer e ócio saudável, para passeio e convívio social. A cidade precisa de um novo parque. 25 anos de gestão PSD não foram suficientes para criar um único espaço verde. A oportunidade de corrigir esse erro clamoroso, coloca-se agora à sua frente. Constituiria um inestimável desvirtuamento urbanístico construir naquele local um hospital que, não apenas importaria uma perturbação ao nível de trânsitos e fluxos de pessoas, veículos e mercadorias das actividades que já ali se processam, como impediria futuras ampliações uma vez que o terreno disponível não tem para onde expandir.Consideram os vereadores do PS que a construir-se um novo hospital deve dar-se preferência a uma localização que crie novos centros e sentidos de desenvolvimento para uma cidade que se deseja policêntrica, como sempre defendemos, locais com acessos rodoviários fluidos e funcionais, que não perturbem o já de si monumental problema de trânsito de que esta cidade padece. Trazer um hospital para dentro da cidade parece, por todas as razões, ser a menos boa de todas as soluções apontadas.
Cumpre sublinhar que consideramos que a cidade não está em situação de poder, ad initium, excluir a solução de ampliar o hospital existente, por várias razões. Não se verifica uma degradação das estruturas do actual hospital que justifique a sua desafectação às funções que desempenha, existe alguma disponibilidade de terrenos contíguos para essa ampliação, e sobretudo porque esta câmara não possui, evidentemente, qualquer projecto de requalificação para aqueles edifícios.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Inspecção Geral de Finanças censura Câmara Municipal das Caldas da Rainha
Consideramos preocupante que se conclua que a câmara não se aplica em justificar com clareza os fundamentos que assistem a todas as formas do seu próprio financiamento, nomeadamente os procedimentos tributários que faz incidir sobre os munícipes.
Trata-se de uma prática de transparência que deve ser assegurada e parece existir uma renitência reiterada em apresentar e publicar fundamentação sobre questões de cariz orçamental, aspecto de que já padecia recentemente a documentação sobre as grandes opções do plano e orçamento da câmara municipal e que os vereadores do partido socialista manifestaram em momento e sede oportunos.
Consideramos particularmente infeliz a menção pela qual a Inspecção Geral de Finanças torna público que "Não obstante as múltiplas diligências efectuadas, o Município das Caldas da Rainha não respondeu, de forma tempestiva, aos pedidos de esclarecimentos complementares à informação inicialmente remetida, em desrespeito dos deveres de informação e de cooperação que lhe estão cometidos”.
Pela relevância que cumpre atribuir a este zelo de informação que a legislação invoca e impõe, resulta constrangedor para a imagem e consideração institucional do município que estas informações não sejam remetidas com a diligência e qualidade que a lei estabelece.
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* TMU – A taxa municipal de urbanização é a contraprestação devida ao município pelos encargos suportados pela autarquia com a realização, a remodelação ou o reforço de infra-estruturas urbanísticas primárias e secundárias da sua competência (redes viárias, redes de drenagem de esgotos e de água pluviais; redes de abastecimento de água, electricidade e iluminação pública; equipamentos urbanos, nomeadamente parques e baias de estacionamento, passeios e espaços verdes públicos).
Plano anti-corrupção para as Caldas da Rainha
Trata-se de um instrumento de construção permanente e que deve ser o mais participado possível por todos os patamares de decisão e fiscalização da câmara. Deve este instrumento constituir-se não apenas num mecanismo concreto de identificar fragilidades, congregar recursos, corrigir procedimentos e práticas antigas, numa perspectiva proactiva de crescente imunização contra estes riscos, mas deve ser sobretudo entendido como uma oportunidade para que cada sub-unidade orgânica consiga confrontar e recensear as soluções adequadas para cada tipo de ilicitudes que se coloca a cada um dos diferentes serviços camarários.
Consideramos que o combate à corrupção faz-se sempre partindo do princípio que nenhum órgão é invulnerável a ilicitudes e que é sempre possível encontrar sistemas eficazes de prevenção de ilegalidades.
Mas nenhum sistema pode ser eficaz sem uma verdadeira convicção política dos dirigentes autárquicos em o implementar consequentemente. Só uma liderança determinada no combate à corrupção permite que uma cultura de rectidão ética se consolide e propague na prática quotidiana de todos os serviços e de todos os funcionários, como todos desejamos.
O plano-tipo distribuído a todas as câmaras municipais está disponível aqui.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Jantar de Natal

Um museu nacional de cerâmica nos "Pavilhões do Parque"
Os vereadores do PS consideram que a instalação de um museu nacional da cerâmica nas Caldas da Rainha poderá constituir-se num pólo de produção e difusão cultural e que encontra nesta comunidade o contexto cultural apropriado para o seu usufruto. A vocação cerâmica das Caldas da Rainha, não apenas pelo seu extraordinário passado, mas também e sobretudo pelo dinamismo que, não obstante dificuldades conjunturais, a arte cerâmica contemporânea continua a evidenciar, com numerosos certames e autores Caldenses ou aqui residentes, premiados internacionalmente, confere a este concelho uma especial aptidão para acolher um centro de cultura cerâmica vivo e empreendedor.
Se a este legado se acrescentar uma imprescindível articulação com prestigiados centros de formação cerâmica, também em presença neste concelho, uma rede fabril de larga experiência no ramo, a presença neste concelho de uma activa comunidade de estudiosos e investigadores desta área, e o relacionamento fluente entre as instituições de ensino e as entidades culturais ligadas à cerâmica já em actividade no terreno, parecem estar reunidas as condições quase ideais para garantir o êxito deste ambicionado empreendimento.
A vereação do PS considera, contudo que importa proceder a uma reflexão muito pragmática acerca do projecto de localização deste museu na nossa cidade. Consideramos, muito concretamente que o município das Caldas da Rainha não consegue criar condições para um usufruto competente dos museus que tem vindo a inaugurar ao longo das últimas décadas. De facto, não existe uma relação satisfatória entre os cidadãos e os seus museus. É iniludível que relação custo-benefício que se retira do relacionamento entre os Caldenses e os seus museus é algo decepcionante. Os numerosos espaços museológicos da cidade são criados para albergar espólios cuja qualidade e dimensão nem sempre justificam a disponibilização de meios e recursos que lhes deu origem. Algumas vezes estes espaços resultaram de ensejos conjunturais de assegurar que este ou aquele legado permaneçam no nosso concelho, facto que permite fixar esta ou aquela colecção, este ou aquele equipamento nesta região, mas que não são depois valorizados por discursos unificadores que demonstrem uma lógica simples e compreensível que integre todos estes espólios.
Atravessamos actualmente um destes momentos. Perspectiva-se a instalação do museu nacional da cerâmica nas Caldas da Rainha. Rumoreja-se a possibilidade de instalar este equipamento nos edifícios conhecidos por “Pavilhões do Parque”, beneficiando de uma oportunidade de investimento público - que não se encontra, todavia, confirmada, sublinhe-se.
Os vereadores do PS consideram que a vocação original daqueles edifícios do século XIX, incorporando um conceito de saúde e de bem-estar do público aquista, pode e deveria ser preservada. Consideramos que não foram dados, ao longo destes anos, - facto reconhecido pela autarquia - todos os passos necessários para a recuperação e requalificação daquele monumento emblemático da nossa cidade com vista à sua conversão numa unidade hoteleira de qualidade superior, respondendo necessariamente a um projecto inovador, orientado para nichos de mercado em ascensão (SPAs urbanos) que garanta, como uma localização privilegiada daquelas pode garantir, um sucesso empresarial aos seus promotores. Este é o futuro que contemplamos para este belíssimo edifício e constitui aquela que acreditamos ser a mais certeira solução para o impasse imobiliário que ali foi criado e mantido durante décadas por esta autarquia, sob os diversos governos.
A localização do Museu Nacional de Cerâmica nas Caldas da Rainha constitui uma enunciação ilustrada e inteirada da sustentabilidade que este projecto pode ter nesta cidade, como acima se sublinhou. É nossa convicção que a instalação de um novo museu nacional de cerâmica deveria obedecer à construção de um edifício de raiz, especificamente concebido no âmbito de uma arquitectura museológica, devidamente apoiado e financiado pelo governo central, com recurso eventual a candidaturas a fundos vários que apoiem projectos de futuro tão sustentável como este.
Não obstante, caso se determine o propósito camarário de consentir à instalação de um museu nacional de cerâmica nos pavilhões do Parque, essa decisão obriga-nos a que se sustente, com o maior sentido de responsabilidade, o seguinte:
- O concelho das Caldas da Rainha não tem necessidade de um museu nacional de cerâmica ou de valências semelhantes de qualquer outro âmbito, que não se estruturem numa orientação coerente da sua rede museológica.
- A riqueza documental que Portugal dispõe em matéria de arte cerâmica não se circunscreve, de forma alguma, à elevada qualidade mas exígua representatividade dos espólios municipais deste concelho.
- Não são conhecidos os fundos documentais que se pretende importar para este museu de forma a assegurar-se a dimensão nacional da colecção do novo museu, aspecto fundamental para o sucesso desta iniciativa.
- Não é conhecido o projecto de sociabilização que se pretende instruir com a instalação do novo museu, sendo que este tópico constitui um dos pontos mais críticos e que tem sido sucessivamente negligenciado no processo de constituição de museus e espaços museológicos no concelho das Caldas da Rainha.
Os vereadores do PS consideram que existe uma ausência de inteligibilidade no projecto museológico desta edilidade. Importa estabelecer critérios funcionais e operativos na criação de uma rede municipal de museus que não se submeta, sem critério, a uma sucessão contínua de conjunturas financeiras propícias para poder inaugurar-se este ou outro espaço cuja sociabilização é depois muitíssimo inconsequente, como infelizmente se pode confirmar um pouco por todo o concelho.
Foi justamente com este intuito que o partido socialista propôs a constituição do Conselho Municipal de Cultura, órgão cujas competências permitiriam dirimir com pragmatismo qualificado estas e outras questões. Consideramos que dessa forma se poderia assegurar que a instalação de um museu nacional nas Caldas da Rainha possa reunir um consenso instruído que identifique com clareza o que realmente se pretende fazer com os museus neste concelho.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Certificação técnica dos processos
Na ausência de certificação oficial sobre um dado imóvel, as alegações dos promotores sustentam as suas informações em declarações empíricas solicitadas a entidades que não podem, nem estão qualificadas para garantir o rigor das especificidades técnicas dos projectos em juízo.
Não tendo este município um sistema funcional de Informação Geográfica aplicado ao Ordenamento e Planeamento do território que resolvesse este tipo de problemas, cumpre que se estabeleça com urgência uma rotina processual que possa assegurar a veracidade das alegações de todos os promotores. Como o reconhecem os próprios presidentes de junta, este tipo de minúcias técnicas não pode ser, comprovadamente, assegurado pelos serviços que são facultados pelas juntas de freguesia.
Em qualquer circunstância, importa que sejam os serviços técnicos camarários, ou mesmo em sede de julgados de paz, a assegurar a validade de todos os dados fornecidos, de forma que todos os cidadãos sejam tratados de forma igual.
Neste sentido, por pragmatismo, propomos que sejam auscultados os técnicos da câmara para que se apresentem fórmulas operativas que permitam superar estas dificuldades e garantir a rigorosa exactidão das informações presentes a consideração.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Fábrica das Calças acolhe micro empresas
Os vereadores do PS participaram hoje na cerimónia de inauguração do projecto Caldas Empreende09, desenvolvido em parceria entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Associação Industrial da Região Oeste (AIRO) e Câmara Municipal. Estando, evidentemente, longe de ser uma ideia inovadora, considera-se importante acompanhar e estimular projectos deste cariz. A disponibilização de espaços municipais para o estabelecimento de micro empresas em época de crise económica constitui uma ideia defendida pelo Partido Socialista desde há muito tempo. A criação de residências empresariais, artísticas e culturais em regime de usufruto interino dos espaços públicos constitui um modelo que foi, aliás, demoradamente analisado na última convenção autárquica e encerra oportunidades que podem trazer relevantes contributos para a promoção do auto-emprego.
Desta visita ficou, contudo, claro que a iniciativa não pode reduzir-se à limitada dimensão e qualidade do espaço hoje inaugurado. Importa que o município saiba responder com determinação às solicitações que surgem e importa que se estude um modelo de acompanhamento destas empresas quando termina o período de tempo em que podem permanecer nas instalações disponibilizadas.
Sendo, acrescidamente, uma forma de garantir a conservação dos espaços municipais, ficou, também, patente que as empresas que hoje se apresentaram não parecem corresponder ao perfil que havia sido apresentado para presidir a este projecto (“fomentar o potencial empreendedor de públicos menos favorecidos”). Sapateiros, pedreiros, canalizadores, carpinteiros e outras profissões tradicionais não parecem ter encontrado ainda neste projecto uma solução praticável para os seus negócios. Cumpre, de forma muito direccionada, dar a conhecer este projecto ao maior número de pessoas e ampliar a sua expressão, nomeadamente pela extensão a outras freguesias e a outros dos muitos imóveis ao abandono em todo o concelho.
Importa, pois, apoiar este esforço e esperar que se não encerre em si mesmo, como mais uma medida desgarrada de um processo global de apoio às empresas em início de actividade. É relevante que mais espaços possam ser recuperados e valorizados com a qualificação humana e económica que estes projectos podem suscitar.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Individualização de artigos publicados
Trânsito na urbanização Colina Verde
Estas propostas foram comunicadas ao vereador responsável pelas questões de trânsito que se inteirou também da situação.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Declaração de voto dos Vereadores do PS sobre Orçamento de 2010
Congratulamo-nos, assim, com o compromisso do Senhor Presidente em garantir a construção de um novo parque verde urbano a localizar na zona dos “Texugos” e no terreno que se estende do Cencal ao complexo desportivo e Piscinas municipais, dependendo esta localização do processo de construção do novo hospital das Caldas da Rainha.
Verifica-se, infelizmente, que algumas das principais medidas sugeridas (conclusão da rede separativa de águas pluviais e residuais no concelho, auditoria por entidade credível ao funcionamento das ETARs, plano municipal de ciclovias) não encontraram acolhimento com a amplitude que entendemos como indispensável para consubstanciar a iniciativa de auscultação dos restantes partidos.
Consideramos ainda que um conjunto de documentos com a relevância que estes assumem no quotidiano dos munícipes, deveria ser precedido da divulgação pública de um sólido argumentário que se revelasse esclarecedor, demonstrando com exactidão as orientações políticas que presidiram à sua elaboração. Esta argumentação permitiria uma discussão pragmática quanto à visão de futuro que se pretende para o concelho. Permitiria ampliar uma desejável qualidade política da discussão do orçamento, que assim se vê limitada ao comentário de um enunciado quantitativo que não integra indispensáveis considerações políticas que, antes de mais nada, cumpre aos eleitos dar a conhecer com clareza aos seus munícipes e desta forma permitir uma desejável participação pública nesta discussão. Consideramos que esta prática de debate em orçamento participativo reforçaria a qualidade da participação cívica.
A nota explicativa do orçamento, quer pelo momento em que foi apresentada (no decurso da reunião em que se pretende ser aprovado), quer pela estrutura e teor escolhidos não responde a nenhuma destas preocupações.
Neste sentido, não podem os vereadores do PS deixar de apresentar o seu voto de abstenção.
Boletim municipal não é folha de propaganda
PORI e POPH nas Caldas
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um exemplo de cidadania
Os moradores da urbanização colina verde na estrada nacional 8 (Tornada) apresentaram o seu protesto pela situação de perigo que se vive na sua área de residência em virtude do desordenamento de trânsito que este troço revela. Contestam a falta de sinalização, o mau estado do piso rodoviário, a obstrução de linhas de visibilidade que permite a entrada e saída seguras daquela urbanização, a implantação de uma empresa de call-center que provoca uma constante sobrelotação de veículos estacionados, muitos deles sem respeitar as regras de trânsito e a presença de uma empresa de restauração que é muito frequentada, especialmente à hora de almoço e cujos clientes, muitos deles condutores de veículos de grandes dimensões tornam a tarefa de entrada e saída da urbanização muito difícil e perigosa. Chamaram a atenção para o potencial de risco de acidentes que ali podem ocorrer. Foi discutida a proposta de construção de uma rotunda no cruzamento da estrada N8 e a estrada que liga ao Coto.
Os vereadores do PS, compreendendo a necessidade de assegurar a presença de empresas fomentadoras de criação de postos de emprego, manifestaram a sua posição pela qual a atracção e instalação deste tipo de empresas deve ser acompanhada de um planeamento do apoio logístico e estacionamento que devia ser suficiente para que estas situações não ocorram. Os vereadores do PS aplaudem a iniciativa dos moradores e sugeriram que fosse feita uma visita ao local por técnicos e pelos vereadores, para o que manifestaram a sua disponibilidade para acompanhar essa deslocação.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
compromisso em Leiria
Informamos que o Engº. Delfim, por razões particulares, não poderá hoje atender os munícipes através do skype.
propostas para o plano de actividades e orçamento para 2010
Os vereadores do Partido Socialista, na sequência da solicitação no sentido de serem os partidos chamados a apresentar uma sinopse de propostas para o plano de actividades e orçamento para 2010, consideram ser sua imposição apresentar considerações financeiramente viáveis para um ano em relação ao qual a câmara revela grandes debilidades financeiras.
Neste sentido, consideramos que o programa apresentado a sufrágio pelo Partido Socialista nas eleições autárquicas de 11 de Outubro integra alguns projectos que podem articular-se com o elenco de actividades a desenvolver durante o próximo ano.
A sinopse das propostas do PS envolve quatros eixos que consideramos prioritários para 2010: atendimento ambiental; segurança; estratégia de desenvolvimento do concelho; participação cívica.
Quanto ao primeiro tópico (atendimento ambiental;) consideramos serem as seguintes prioridades a assumir:
- criação do novo parque verde urbano em Sto Onofre - Parque Rodrigo Berquó
- criação do plano municipal de ciclovias
- conclusão da rede separativa de águas pluviais e residuais no concelho
- melhoria de funcionamento das ETARs
- auditoria por entidade credível
- plano de formação para operadores
- implementação do serviço TOMA verde
- parceria com universidades para a sua pronta conversão ecológica
- utilização do biodiesel numa primeira fase
Quanto ao tópico "segurança" consideramos essencial e exequível para 2010
- projecto de implementação de soluções contemporâneas e ecológicas de iluminação pública
- constituição de uma task-force entre câmara, gnr e psp para o levantamento de situações críticas e estabelecimento de normas de execução articulada entre forças de segurança para ampliação dos níveis de segurança no concelho.
Quanto ao tópico "estratégia de desenvolvimento do concelho" consideramos que se torna oportuno
- a criação de uma equipa de trabalho composta por todas as forças políticas representadas na assembleia municipal, com o objectivo pragmático de apresentar num prazo máximo de 24 meses os novos planos de ordenamento e planeamento urbanístico;
Quanto ao tópico "participação cívica" dos munícipes, torna-se notório que os desenvolvimentos tecnológicos que hoje permitem a qualquer cidadão que participe confortavelmente na vida pública da sua comunidade não estão a ser devidamente utilizados e explorados neste concelho. Neste sentido, consideramos curial que seja estudada a articulação com o projecto Caldas TV e se crie uma estrutura tecnológica funcional com o propósito de
- fazer o registo vídeo e publicação streaming de reuniões camarárias de cariz público.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Onde gastar?
domingo, 22 de novembro de 2009
encontro autárquico - Alvorninha, 21 de Novembro
Decorreu no passado dia 21 de Novembro na freguesia de Alvorninha o primeiro encontro autárquico do partido socialista das Caldas da Rainha. Esta reunião de trabalho que contou com a presença de cerca de 40 pessoas oriundas das freguesias do concelho, teve por propósito essencial responder às aspirações dos grupos socialistas que reconhecem haver agora uma maior disponibilidade e oportunidade para estabelecer redes humanas de contacto e informação entre a concelhia e aqueles que nas freguesias representam o ideário socialista. Muitos dos presentes pertenceram às listas que concorreram no passado dia 11 de Outubro às eleições autárquicas, mas o encontro contou com a presença de bastantes pessoas que não estiveram envolvidos no sufrágio de Outubro, facto que foi ali ressalvado como muito positivo e promissor.
Com a presença de João Paulo Pedrosa, deputado na Assembleia da República, Jorge Sobral, presidente da Comissão Política, vereadores, membros dos executivos das juntas, deputados da assembleia municipal e das assembleias de freguesia, este encontro procurou consolidar uma ponte entre patamares de actuação e decisão política que só excepcionalmente se encontram juntos na mesma sala.
O candidato pelo PS à Junta de Freguesia de Alvorninha, Dr. António Machado Morais, anfitrião do encontro fez uma apresentação de alguns constrangimentos e oportunidades que se colocam à sua freguesia. Foi comentado um vídeo realizado propositadamente para este efeito que evidenciou alguns dos problemas prementes que se colocam a Alvorninha. De seguida, os representantes das restantes freguesias apresentaram também aspectos que se apresentam como desafios relevantes ao quotidiano dos munícipes.
O Engº Delfim Azevedo, vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha informou a audiência que a admissão de militantes no partido socialista conheceu, depois das eleições, um incremento significativo, chamando a atenção dos presentes para a importância especial que tem para o partido que algumas destas novas filiações sejam protagonizadas por jovens. Designou estes encontros como “encontros de afectos”, não apenas pela cumplicidade que um acto eleitoral e o empenho de todos sempre proporciona, mas porque se trata de pessoas com uma identidade de propósitos perante o futuro que a todos une.
Foi decidido o calendário para a realização dos restantes encontros autárquicos. Foi também apresentada a metodologia de contacto e informação que passará a fazer parte da acção política de todos os representantes locais do partido socialista. Foi para este fim oficialmente inaugurado o website consigocaldasconsegue.blogspot.com onde, a partir de hoje, o munícipe encontrará os textos e as imagens que documentam alguma da actividade desenvolvida pela equipa de vereação do PS Caldas da Rainha.
Entre os objectivos do website figura o estabelecimento de novas modalidades de contacto, de informação, de suporte partidário e, genericamente, instituir mecanismos práticos de descentralização e reciprocidade política entre todos os socialistas e os autarcas eleitos pelo seu partido.
Foi anunciado que, no arranque do ano de 2010, será lançado o novo website oficial do PSCaldas que se encontra neste momento em processo de remodelação, chamando-se então a atenção para algumas das inovações que trará à população das Caldas da Rainha.
O encontro terminou ao redor de castanhas assadas e água-pé, assim como de muita e calorosa conversa entre amigos que aqui encontraram eco para as suas expectativas e seus anseios. O próximo encontro autárquico do partido socialista ocorrerá em Janeiro.
sábado, 21 de novembro de 2009
Encontro de afectos
Decorreu hoje o encontro autárquico do PS tendo Alvorninha por anfitriã. Dar conta dos constrangimentos e oportunidades das 16 freguesias caldenses foi bem revelador do muito que este concelho tem, tanto para ultrapassar, como para oferecer.
Colocar o munícipe em contacto com Deputados da Assembleia da República, membros das Juntas de Freguesia, membros de Assembleias de Freguesia e Assembleia Municipal, vereadores e saborear o calor das castanhas e das palavras justas permite antever outros encontros futuros tão afectuosos como este.
Voltaremos ao tema. (nota e clip vídeo enviados por telemóvel)
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Direcções para chegar ao encontro autárquico - este Sábado, 15h00
Seguir pela 114 na direcção Imaginário, virar à esquerda na Matoeira (direcção Rio Maior), Trabalhia, Alvorninha (ou cortando antes de chegar a Alvorninha à esquerda para Casal do Frade) e Chãos.
domingo, 15 de novembro de 2009
Centro Escolar de Alvorninha: população está apreensiva
Os vereadores do PS alertam para a apreensão manifestada pela população de Alvorninha ao conhecerem-se as intenções da autarquia de proceder à deslocação de alunos do primeiro ciclo, das suas escolas para o novo centro escolar de Alvorninha, ainda no decurso de 2009.
Não obstante as recorrentes interrogações colocadas quanto à qualidade da escolha do local para a sua construção, a construção do centro escolar de Alvorninha, obra integrada no programa do governo socialista de reestruturação do parque escolar, permitirá criar uma estrutura educativa de qualidade. Contudo, os vereadores do PS consideram que uma mudança intempestiva dos alunos das suas escolas para o novo centro, que se diz estar prevista ocorrer no final do primeiro período, trará uma perturbação desnecessária ao curso do ano lectivo.
A verdade é que não parece possível, ao contrário do que tem sido aludido, que as obras do referido centro escolar possam vir a estar concluídas e prontas para receber os alunos no início de 2010. A pressa de ter obras prontas apenas porque sim é a inimiga habitual da qualidade de construção e do serviço a prestar à população. O bom senso convida que se prepare todo o processo de transferência das crianças para instalações novas e um regime novo de transporte e trabalho com a maior serenidade e com o maior cuidado.
Não tendo sido capaz de ter a obra pronta no início do ano escolar – apenas porque repetidamente ignorou os atempados apelos da oposição e da população que, entre outras objecções, sempre questionaram a localização desta obra em cima de uma linha de água – a autarquia PSD deve ter agora o cuidado e a responsabilidade cívica de assumir um erro clamoroso, que já custou muito ao município, e sobretudo não fazer os mais novos pagar a factura desse incumprimento.
É indispensável assegurar que a segurança das instalações seja tecnicamente certificada, mas também que o apetrechamento técnico, pedagógico e didáctico das novas instalações estão garantidos, antes de se proceder a qualquer mobilização de alunos das suas escolas para o centro escolar. O momento adequado para estas transferências é o do arranque do ano lectivo 2010-2011. As decisões sobre a rede educativa exigem uma responsável serenidade e não ousadias aceleradas por mais que elas possam esconder fiascos que, mais uma vez, podiam ter sido evitados.
sábado, 14 de novembro de 2009
Favoritismos no mercado de Santana

Alguém parece achar em Alvorninha que somente os elementos da junta de freguesia merecem o que mais ninguém merece. Ali está, todos os dias, uma lição de favoritismo e de uma indesculpável falta de respeito pelos munícipes; é especialmente grave que esta lição seja dada precisamente por quem mais devia evitar estes infelizes exemplos.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Barragem de Alvorninha: a mais cara inutilidade do concelho
Quatro anos depois. Nada. São cinco milhões de euros literalmente deitados ao rio. Uma barragem que, até este momento, não serve absolutamente para nada.
Fosse com essa intenção ou não, o certo é que ficou ali criado um espelho de água absolutamente idílico. Um espaço de que ninguém usufrui. Este é um investimento que merece outro futuro.
Cumpriria, ao menos, aproveitar as suas margens para aqui criar um espaço de lazer para a população. Uma praia fluvial (pluvial?), um parque de piqueniques, um jardim para as famílias, um parque infantil. Não falta espaço. Nem sequer se aconselha uma obra de grande dimensão. Os muitos patos que por ali esvoaçam e grasnam apenas sugerem que este podia, com algum desvelo e empenho, tornar-se um local único de veraneio e de qualidade. Um ex-libris de Alvorninha.
Só mais um detalhe - ou melhor, cinco milhões de detalhes: esta é uma das mais caras inutilidades do concelho. Não pode haver mais desculpas. Esta barragem tem de ser posta a funcionar.






